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Cirurgia plástica: o que saber antes de fazer

O brasileiro é vaidoso. A vice-liderança no ranking mundial de cirurgias plásticas comprova isso – estamos atrás apenas dos EUA. Em 2015, aproximadamente 1.3 milhão de procedimentos foram realizados no Brasil, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética. Mas apesar da popularidade, a plástica é um procedimento médico, muitas vezes cirúrgico, e que merece muita atenção.

 

Segurança: a regra número um 

Há uma falsa ideia de simplicidade que envolve os procedimentos cirúrgicos em cirurgia plástica. Como em qualquer procedimento médico, a segurança do paciente deve sempre ser considerada como o ponto mais relevante. Segurança do paciente inicia na primeira avaliação e somente termina após a alta médica no consultório.

 

Todas as etapas do tratamento são importantes e para garantir a segurança máxima do procedimento é necessário:

• O correto diagnóstico do que será tratado;

• Avaliar eventuais problemas de saúde que o paciente apresenta;

• Compreender (paciente e médico) os riscos do procedimento: complicações e intercorrências possíveis;

• Explicação e compreensão detalhada dos resultados que serão obtidos (alinhar expectativas);

• Conhecimento em relação às alternativas de tratamento.

 

A indicação do procedimento é de responsabilidade do médico. Apesar de muitas vezes o paciente desejar uma intervenção, cabe ao profissional médico por meio de seus conhecimentos, ética e diligência definir se o procedimento é pertinente. A confiança no profissional aumenta à medida que o mesmo age com sinceridade e profissionalismo.

 

Escolha do profissional

O profissional que executa cirurgias plásticas deve ser habilitado e possuir credenciais para execução segura do procedimento. Possuir Título de Especialista reconhecido pela Sociedade de Especialidade ou pelo Ministério da Educação (MEC) garante a formação específica na área.

 

Escolha do local 

Todo procedimento médico deve ser realizado em ambiente seguro. Existe legislação específica que determina os limites para a execução segura de procedimentos em diferentes ambientes, como clínicas, hospitais-dia e hospitais gerais.

O tipo de procedimento, riscos envolvidos, duração, tipo de anestesia e necessidade de pernoite determinarão o melhor local para sua realização. Obviamente, nenhum local como apartamentos, residências ou clínicas de estética, possuem estrutura para realização de procedimentos médicos.

O ambiente hospitalar é, por definição, o mais seguro para a execução de qualquer procedimento médico.

 

Pós-cirurgia 

A equipe médica e multiprofissional deve garantir ao paciente a melhor qualidade de cuidado: antes, durante e após o procedimento. Orientações pré-operatórias claras e precisas juntamente a uma adequada avaliação clínica garantem um procedimento com máxima segurança.

A cirurgia deve ser realizada em ambiente seguro, com equipe completa, monitorização do paciente, prevenção de tromboembolismo venoso e controle da dor.

No pós-operatório todas essas medidas de segurança devem ser mantidas.

O profissional cirurgião e sua equipe prestam assistência ao paciente, avaliando o resultado imediato, cuidando dos curativos e fornecendo orientações de medicação e agendamento de retornos em consultório.

Os retornos pós-operatórios são fundamentais para permitir a adequada evolução do processo de cicatrização e oferecer assim, o melhor resultado.

 

Fonte: Dr. Dov Charles Goldenberg – cirurgião plástico

 

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