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Leptospirose: como combater?

Nos meses em que as chuvas são mais intensas, aumenta a preocupação com possíveis alagamentos e também com doenças provocadas pelo contato com a água. Durante uma enchente, por exemplo, a urina de animais infectados, principalmente os ratos, mistura-se à enxurrada, podendo infectar com leptospirose qualquer pessoa que tiver contato com essa água ou lama.

A causadora da doença infecciosa é a bactéria Leptospira, que atinge a corrente sanguínea ao penetrar no corpo pela pele, sobretudo se houver pequenos ferimentos e arranhões, podendo ficar incubada por até 30 dias. Os principais sintomas são:

  • Febre alta súbita;
  • Olhos avermelhados (hiperemia conjuntival);
  • Dor de cabeça;
  • Dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas;
  • Vômitos
  • Diarreia;
  • Tosse.

Quando há maior gravidade, somam-se aos sintomas mais comuns a icterícia (pele e olhos amarelados), hemorragias, insuficiência renal, hepática e respiratória, e meningite, levando à necessidade de internação do paciente.

 

Diagnóstico e tratamento

Por terem sintomas parecidos, é comum que a leptospirose seja confundida com outras doenças, como dengue, malária e hepatite. Para um diagnóstico preciso, além do exame clínico, há exames laboratoriais de sangue e também o isolamento da bactéria, sendo que o método diagnóstico de escolha vai depender da fase em que se encontra a doença.

O tratamento é feito com medicamentos antibióticos, além de analgésicos que combatem a febre e outros sintomas. Os médicos orientam que não haja automedicação. A detecção precoce é fundamental para evitar os quadros mais graves da doença.

A importância da prevenção

Para prevenir casos de leptospirose, a principal recomendação é não se expor em áreas de alagamento e enchentes. Se houver necessidade de atravessar um trecho alagado, a sugestão é usar botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos reforçados, bem amarrados nas mãos e nos pés, para evitar o contato direto com a água. Além disso, deve-se evitar que animais de estimação fiquem em áreas que podem alagar em período de chuvas, garantir a vacinação e prestar atenção às datas de reforço. A vacina V8 combate dois sorotipos da doença e a V10 combate quatro sorotipos.

Alguns cuidados para se combater os roedores também devem ser adotados, como o acondicionamento adequado do lixo; armazenamento de alimentos em locais apropriados, sem deixar restos em volta da casa; vedação de caixas d´água e a limpeza e desinfecção de locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada (diluir 400 ml de água sanitária em um balde de 20 litros de água, deixando agir por 15 minutos).

 

Fonte: Ministério da Saúde

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